Como podes arranjar emprego com ajuda do coaching

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Procurar emprego pode ser um processo longo e mexe muito com a autoconfiança e com a autoestima. Se passa muito tempo sem que tenhas resultados, começas a questionar o teu valor enquanto profissional e começas a deixar-te invadir pela dúvida.

E são exatamente essas dúvidas que dificultam o teu caminho. Os recrutadores percebem se não te sentes confiante nas tuas capacidades, e se tu não confias em ti mesmo, o que os levaria a confiar?

Então, como podes arranjar emprego com ajuda do coaching?

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Então, de que precisas para arranjar emprego?

Este é um ótimo exercício de reflexão. Ajuda-te a perceber o que já tens, o que tens a mais e o que precisas de ter mais para conseguires o emprego que queres.

1 – O que faz de ti um excelente profissional?

Começa por listar todos os recursos que já possuis que fazem de ti um excelente profissional. Podem ser coisas como a experiência que tens, o conhecimento atualizado, os contactos profissionais, o apoio familiar, a flexibilidade de horários ou localização, etc. Quando listares a tua experiência profissional, não te limites a dizer: “trabalhei X anos nesta empresa, Y tempo naquela e Z tempo na outra”. Isso está escrito no teu currículo, são factos crus e não são particularmente interessantes. 

Assim, escreve as tuas verdadeiras experiências profissionais. Que impacto tiveste em cada empresa ou cargo em que trabalhaste? Como é que as coisas estavam quando começaste e como é que as transformaste e deixaste melhores? Afinal, podes ter tido impacto em diversas áreas, desde a organização, à formação e capacitação de pessoas, à melhoria do serviço ao cliente, à apresentação dos produtos, etc.. Depende da tua área profissional. O importante é que tires um momento para fazeres este exercício e consigas perceber os teus verdadeiros pontos fortes, como os adquiriste e como é que isso melhorou alguma coisa nas empresas onde trabalhaste.


Dessa forma, se tiveres isto presente, a tua confiança no teu trabalho aumenta, torna-se clara e concreta, sustentada em acontecimentos. E isso é muito mais interessante e torna o teu percurso profissional diferenciador aos olhos dos recrutadores. Com base neste exercício, podes reescrever o teu currículo, de maneira a explicares em até 2 linhas o impacto que tiveste em cada cargo profissional. E podes e deves usar esta maneira de ver a tua experiência profissional para as entrevistas de emprego, tornando a conversa mais rica, organizada e focada no que realmente interessa: como é que tu podes melhorar as empresas.

2 – O que queres eliminar para te tornares um profissional ainda melhor?

Porém, focares-te somente nos teus pontos fortes não é suficiente, portanto vamos passar para a segunda secção do exercício: o que tens a mais, que te prejudica enquanto profissional, ou seja, os teus defeitos. É uma pergunta relativamente comum nas entrevistas de emprego: “Qual é o teu pior defeito?”. E a maior parte das pessoas dá respostas iguais, falando de qualidades como se fossem defeitos: “perfeccionismo, teimosia, etc.”. Estas respostas não te diferenciam, nem demonstram o teu autoconhecimento. Todas as pessoas têm defeitos, isso não é segredo, por isso, o que os recrutadores procuram perceber com esta pergunta é se tens consciência dos teus e se és proativo a corrigi-los.

Lista então o que precisas de eliminar ou melhorar enquanto pessoa e profissional, para seres ainda melhor. Podes ser desorganizado, esquecido, demasiado perfeccionista, teres dificuldade em delegar, etc. Depois de listares tudo o que precisas de melhorar, escreve à frente de cada um o que fazes, ou podes começar a fazer para contornar ou eliminar esse problema.

Por exemplo: se és desorganizado, podes ter um sistema de check-lists que garantem que te lembras sempre de tudo o que tens de fazer. Se és demasiado perfeccionista podes ter um limite de tempo estipulado por ti para cada tipo de tarefa, para que não te estendas demais com detalhes menos importantes.

Se falarem sobre os teus defeitos durante a entrevista de emprego, vais demonstrar um alto nível de autoconhecimento e proatividade.

3 – Como podes melhorar ainda mais como profissional?

Na terceira parte do nosso exercício, vais focar-te no que ainda não tens e queres ter enquanto profissional. Há certamente coisas que podes melhorar, seja atualizares os teus conhecimentos, aprenderes algo novo relacionado com o teu trabalho, aumentares a tua rede de contactos, iniciares um projeto pessoal que mostre ao mundo o teu potencial como profissional (blog, LinkedIn, Youtube…). 

Lista tudo o que fizer sentido para ti e, se precisares de ideias do que melhorar, podes procurar profissionais semelhantes a ti no LinkedIn e analisar o seu currículo, experiências e formações. 

ATENÇÃO! Não tornes isto numa comparação em que sais sempre a perder. Não fiques com a ideia que precisas de ter mil e uma formações ou de ter trabalhado em tal empresa para arranjares emprego. Lembra-te de tudo o que tens que te torna um excelente candidato e, acima de tudo, um candidato único. Tudo o que listaste na primeira parte do exercício.

A ideia aqui é apenas notares alguns padrões que possam existir, como a maioria ter formação numa coisa específica que tu não tens e podes passar a ter, por exemplo. Ou a maioria ter um projeto pessoal que os diferencie e tu poderes iniciar o teu. É para desbloqueares pontos de melhoria, SE precisares de desbloquear! Não é para ficares pior e mais desmotivado.

4 – O que queres evitar na tua procura de emprego?

Por fim, lista as coisas que queres evitar na tua procura de emprego. Podem ser coisas como: trabalhar para uma empresa que não partilhe dos teus valores, ou aceitar um emprego numa área que não te interessa, ou receberes menos do que X de salário, etc. Lista estas coisas para te lembrares sempre que direção queres seguir e não deixares o medo de não arranjar nada melhor prejudicar os teus esforços. Ou se decidires aceitar um emprego que não tem nada a ver com o que realmente queres, lembra-te que é só temporário, enquanto continuas a procurar ATIVAMENTE o emprego que queres.

Além disso, já leste este artigo no blog? Fala de como a autoconfiança te pode ajudar a vencer e a ganhar mais dinheiro. Passa por lá.

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Exercício bónus

Além deste exercício, é ainda útil colocares-te no papel de recrutador e pensares no que ele valoriza num profissional. Podem ser coisas como a capacidade de adaptação, trabalhar de forma independente, atenção ao detalhe, etc. 

E podes usar o teu tempo para fazer perguntas nas entrevistas de emprego como:

  • O que terei de ter feito daqui a 1 ano para me dizer que fiz um excelente trabalho?
  • Que características procuram no profissional que vai ocupar este cargo?
  • Quais são as principais capacidades que a equipa de trabalho precisa de ver complementadas com este cargo?
  • Qual será o principal desafio deste trabalho no próximo ano?

Este tipo de perguntas vai ajudar-te a ficar na mente do recrutador como alguém que pensa na equipa em que se vai integrar, deseja adaptar-se rapidamente e fazer um bom trabalho. Em especial, a primeira pergunta é muito poderosa. Faz com que o entrevistador tenha de imaginar que já trabalhas na empresa e que fizeste um excelente trabalho. Aliás, deixa uma impressão e uma memória favorável em relação a ti.

Se fizeres todos estes exercícios por escrito, vais ficar com muito mais clareza e autoconfiança em relação ao teu percurso profissional e em relação ao que vais fazer daqui em diante. E vais, sem dúvida, destacar-te no mercado de trabalho, porque não é comum as pessoas terem este nível de autoconhecimento e saberem comunicar tão eficazmente a sua experiência, nem demonstrarem um interesse tão ativo na sua integração na futura empresa.

Se precisares de apoio para criares listas completas, desbloqueares e conseguires ver tudo isto de uma perspetiva diferente, contacta-me para avaliarmos se faz sentido iniciares um processo de coaching. A primeira sessão é gratuita e sem compromisso, para percebermos como podes arranjar emprego com ajuda do coaching e alinharmos expectativas.